Deus me chamou para Missões. E Agora?

DEUS ME CHAMOU! E AGORA?

DEUS ME CHAMOU! E AGORA?

          Depois do impacto de ouvir a voz do Senhor perguntando: A quem enviarei? Quem há de ir por nós? Vem à confiança da chamada e a compreensão da urgência da obra a ser realizada. Contudo, logo após chegam as dúvidas sobre o que fazer. Assim, é mister ficar alerta às sinalizações e caminhos que o levarão em direção a preparação da chamada .

           Antes de tudo, quero dizer que todo cristão é salvo e chamado por Deus. O chamado e a convocação de Deus são para que Sua gloria seja levada a pessoas no mundo inteiro, até os confins da terra, e ninguém pode fugir disso. Quando é falado em “chamado” neste artigo, entenda que me refiro a uma obra especifica, e intrasferível, algo de Deus para com alguém que de forma clara e cônscio ouviu do Senhor uma determinação para um projeto especifico, e locais e/ou períodos determinados ou não.

             Entretanto, Deus lhe guiará e colocará pessoas certas para que a Sua obra seja executada. Para ajudar o vocacionado a seguir rumo à misteriosa e agradável vontade de Deus, poderemos dar algumas dicas. Leia abaixo e mude sua história escrevendo a história de Deus entre os povos.

• Ore para que Deus confirme e esclareça em seu coração sobre sua chamada missionária.

• Compartilhe sua experiência com o pastor da igreja, ouça seus conselhos e peça orientações.

• Conte para pessoas idôneas, nas quais você confie espiritualmente e peça para que ore por você.

• Converse com seus familiares sobre sua chamada, para que não sejam pegos de surpresa ou achem que isto é uma aventura ou devaneio. Claro que se eles conhecem a Deus isto ajudará bastante.

• Converse com missionários experientes, escreva, mande e-mail. Caso você tenha um chamado transcultural específico procure conhecer algum missionário que lá esteja e queira saber sobre a cultura e outros aspectos.

• Leia livros missionários, biografias de missionários, conheça a história de missões,assista a filmes e documentários sobre missões.

• Procure ser uma referência de missões na sua igreja local, pois isto lhe ajudará no seu envio e em como irão lembrar de você enquanto estiver no campo missionário.

• Ore e convide a outros para orarem pelos missionários que você conhece, fale sobre eles e sobre a necessidade da intercessão.

 • Torne-se um promotor de missões na sua igreja. Se na sua igreja tiver um representante de missões, fale sobre seu chamado e torne-se um parceiro do mesmo.

• Procure a secretaria de missões da sua igreja e fale sobre seu potencial a candidato à obra missionária.

 • Procure treinamento missionário adequado nas escolas de missões para que você cumpra com eficiência seu Chamado para Glória de Deus.

                   Se você acha que é muita coisa, e a obra de Deus é urgente, saiba que o processo entre a chamada e o envio pode demorar alguns meses, ou até anos depende de cada caso especifico, do tempo de Deus para cada um. O importante é não agir precipitadamente sob o impacto inicial da emoção, pois ela geralmente passa. Por vezes é preciso um treinamento de etnolinguística, tratamento médico, choque cultural, relacionamentos etc. Saiba que Deus não desprezara sua história de vida e tudo que você assimilou durante sua caminhada secular e espiritual. Nossa pressa não opera a urgência de Deus. Pelo contrário, muitas vezes a pressa do ser humano atrapalha a urgência de Deus.

Marvyo Darley & Priscila Darley

 

Quem chamou o fará.

Deus é Fiel 

”Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, saindo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.” Hb 11:8

     Ter fé é crer, é ver o invisível, é seguir um plano que não está no papel, é deixar ser guiado pelo sobrenatural Divino.  Acreditar com todas as forças em um projeto que não pode ser visto através dos olhos e ser guiado por mãos que não podem ser tocadas.

         O patriarca Abraão, como relata o texto, saiu de sua terra e foi aonde Deus mandou, sem saber qual era este lugar. Graças à sua fé em Deus e à sua obediência, ele foi muito abençoado.    Quem teria a mesma atitude de Abraão? Não é fácil deixar pais, riquezas, amigos, ouvindo os mais diversos discursos incrédulos desestimulando a fé em um Deus Invisível.  Quem teria a mesma disposição para sair da sua zona de conforto e ir a um lugar desconhecido?

         Deixar tudo e ir rumo à grande aventura de ser totalmente dependente e guiado por Deus é um grande desafio.

            Se você parou para ler este artigo é porque você tem em seu coração a chama missionária, e talvez você seja capaz de fazer conforme Abraão.  Deus tem abençoado muitas igrejas com uma grande visão de Reino, e não é por outra coisa que temos visto em muitas congregações uma multidão de vocacionados.  Jovens participando de projetos missionários de férias, e indo às agências missionárias comprometidas com o IDE do Senhor, havendo um forte desejo em todos de conquistar os confins da terra ao Deus que louvamos em nossos todos os cultos. Um pensamento incrédulo poderia dizer: – Que grande problema nós temos!  Todos querem ser enviados aos confins da terra! Onde encontrar recursos para enviá-los?

        “Fiel é o que vos chama, o qual também o fará”. 1TS 5:24, Ele tem uma obra preparada para cada um a quem chama, pois para isso Ele nos salvou. “Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos” 2TM 1:9.

           O importante é cada um fazer a obra de Deus onde estiver, ou onde Deus te colocou. Independente de ser em Jerusalém, Samaria ou nos confins da terra, o que realmente importa é que o nome de Jesus seja glorificado através da nossa vida, da nossa oração e da nossa oferta. Precisamos fazer a nossa parte deixando que o Impossível  certamente Ele fará. Não vereis vento nem tempestade, todavia este vale que é tua vida se inundará da chuva da bênção de Deus” (2RS 3:17-19).

             Precisamos tão somente crer no Deus que tudo pode. Sabendo que se as promessas de Deus para nossa vida forem tão absurdamente impossíveis, a possibilidade de serem concretizadas são maravilhosamente reais.

”Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, saindo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.” Hb 11:8

     Ter fé é crer, é ver o invisível, é seguir um plano que não está no papel, é deixar ser guiado pelo sobrenatural Divino.  Acreditar com todas as forças em um projeto que não pode ser visto através dos olhos e ser guiado por mãos que não podem ser tocadas.

         O patriarca Abraão, como relata o texto, saiu de sua terra e foi aonde Deus mandou, sem saber qual era este lugar. Graças à sua fé em Deus e à sua obediência, ele foi muito abençoado.    Quem teria a mesma atitude de Abraão? Não é fácil deixar pais, riquezas, amigos, ouvindo os mais diversos discursos incrédulos desestimulando a fé em um Deus Invisível.  Quem teria a mesma disposição para sair da sua zona de conforto e ir a um lugar desconhecido?

         Deixar tudo e ir rumo à grande aventura de ser totalmente dependente e guiado por Deus é um grande desafio.

            Se você parou para ler este artigo é porque você tem em seu coração a chama missionária, e talvez você seja capaz de fazer conforme Abraão.  Deus tem abençoado muitas igrejas com uma grande visão de Reino, e não é por outra coisa que temos visto em muitas congregações uma multidão de vocacionados.  Jovens participando de projetos missionários de férias, e indo às agências missionárias comprometidas com o IDE do Senhor, havendo um forte desejo em todos de conquistar os confins da terra ao Deus que louvamos em nossos todos os cultos. Um pensamento incrédulo poderia dizer: – Que grande problema nós temos!  Todos querem ser enviados aos confins da terra! Onde encontrar recursos para enviá-los?

        “Fiel é o que vos chama, o qual também o fará”. 1TS 5:24, Ele tem uma obra preparada para cada um a quem chama, pois para isso Ele nos salvou. “Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos” 2TM 1:9.

           O importante é cada um fazer a obra de Deus onde estiver, ou onde Deus te colocou. Independente de ser em Jerusalém, Samaria ou nos confins da terra, o que realmente importa é que o nome de Jesus seja glorificado através da nossa vida, da nossa oração e da nossa oferta. Precisamos fazer a nossa parte deixando que o Impossível  certamente Ele fará. Não vereis vento nem tempestade, todavia este vale que é tua vida se inundará da chuva da bênção de Deus” (2RS 3:17-19).

             Precisamos tão somente crer no Deus que tudo pode. Sabendo que se as promessas de Deus para nossa vida forem tão absurdamente impossíveis, a possibilidade de serem concretizadas são maravilhosamente reais.

 

Por: Marvyo Darley 

– JIM ELLIOT –

Abaixo está a historia de 5 missionários que foram martirizados quando evangelizavam nossa nação à partir dos índios do Amazonas. A história da vida de  Jim Elliot é curta, mas cheia da graça de um Deus que ama incondicionalmente. Logo abaixo está uma de suas frases que observei , lendo sua biografia, e que tocou-me no inicio da minha fé, abaixo também está um pouco de sua história  e de de seus 4 amigos gerreiros.

                                                                                               

  
“Não é tolo, aquele que dá o que não pode conservar, para ganhar o que não pode perder.”

Jim Elliot

Jim Elliot

JIM ELLIOT

          A história de Jim Elliot e seus quatro amigos é uma das histórias missionárias mais empolgantes e inspiradoras.
Jim Elliot nasceu em 8 de Outubro de 1927 na cidade de Portland, no estado americano de Oregon. Jim pertencia a uma família cristã dedicada ao Senhor; desde cedo foi instruído nos caminhos de Deus, e veio a receber a Cristo como seu salvador aos 8 anos de idade. Fred, um pastor batista, e Clara Elliot, seus pais, eram bastante cuidadosos quanto à instrução bíblica de seus filhos e exerceram forte influência na formação de suas vidas.

 

Jim revelou-se um jovem bastante talentoso, destacando-se em todas as atividades que se envolvia. Era líder de sua classe, e detentor de uma brilhante oratória. Elaborou um aclamado discurso de honra em homenagem ao presidente americano, Franklin D. Roosevelt, por ocasião de seu falecimento. Graduou em “desenho arquitetônico” na High School e depois se transferiu para a faculdade cristã de Illinois, a Wheaton College, onde se graduou com as mais elevadas honras.

 

Convicto de sua vocação e chamada, Jim prioriza seus estudos com o intuito de alcançar a melhor preparação possível para o seu ministério. Empenha-se no estudo do grego, já visando uma possível tradução do evangelho para alguma lingua nativa. Segundo o registro de seu diário, sua vida tinha sido profundamente impactada pelos testemunhos de missionários como David Brainerd e Hudson Taylor. Jim Elliot orava constantemente: “Consuma minha vida, Senhor. Eu não quero uma vida longa, mas sim cheio de Ti, Senhor Jesus. Satura-me com o óleo do teu Espírito…”. Durante seus estudos conheceu Elizabeth Howard, que também tinha um chamado para missões transculturais. Apesar de seus sentimentos um pelo outro, aguardaram em oração a confirmação de Deus, e somente após a graduação eles se casaram. Jim e Elizabeth se casaram em 1953, na cidade de Quito (Equador) e em 1955, nasceu sua filha Valerie.

 

Jim recusou convites para pastorear em algumas igrejas nos ministérios da juventude. Para alguns líderes, Jim tinha um futuro bastante promissor no ministério pastoral nas igrejas do EUA. Por esta razão foi criticado quando insistia em sua decisão em levar o evangelho de seu Salvador aos índios na Amazônia. Jim convenceu dois de seus amigos (Ed mcCully e Peter Fleming) que trabalhavam com ele numa rádio de difusão do evangelho a participarem da escola linguística, juntamente com ele e Elisabeth. Mais tarde , os três amigos e suas esposas (Jim e Elisabeth casaram-se no Equador) partem ao Equador para trabalharem com os índios Quechua. No Equador, um piloto missionário, Nate Saint, e sua esposa juntaram-se ao grupo. Conseguiram estabelecer uma estação da missão entre os índios Quechua. Jim e Elizabeth trabalharam na tradução do Novo Testamento para a língua dos quechuas. Nesse tempo Jim se lembrou dos índios aucas (hoje conhecidos como Huaoranis) que tinham a fama de serem muito violentos e que não possuiam nenhum contato com o mundo exterior. Com o propósito de levar o evangelho aos índios huaoranis, o grupo começou a elaborar um plano que ficou conhecido como Operação Auca.

Nate Saint  - Piloto Missionário
Nate Saint – Piloto Missionário

Roger Youderian, um novo missionário, com sua esposa pediram para se juntar ao grupo. Nate Saint, conseguiu avistar alguns índios aucas sobrevoando algumas áreas que foram demarcadas no mapa da operação. A partir de então começaram sistematicamente sobrevoar as áreas dos huaoranis durante quatro meses levando presentes. Amarrado por uma corda, um balde cheio de roupas, bugicangas, cereais e fotografias dos missionários era levado pelo avião que em vôos baixos deixava cair os presentes. Os índios aucas chegaram a colocar no balde um papagaio e alguns enfeites de suas vestimentas.

Pássaro- Presente dado pelos Huaoranis.
Pássaro- Presente dado pelos Huaoranis.

Diante do progresso alcançado, os cinco jovens missionários resolvem montar um acampamento às margens do rio Curray. Através de uma estação de rádio comunicavam constantemente com suas esposas que tinham ficado na base da missão.

Pouco tempo depois, um grupo de quatro índios visitaram os missionários em seu acampamento. Os missionários deram-lhes presentes e alimentos como um sinal de paz. Outros contatos foram feitos por mais algumas vezes e um daqueles índios chegou a voar com Nate Saint em seu avião, sobrevoando sua própria aldeia. Incentivados por uma visita no dia 7 de Janeiro, os missionários decidiram ir até a aldeia dos huaoranis. Acordaram cedo e louvaram ao Senhor na manhã de 8 de Janeiro. Nate e Jim sobrevoando a área da aldeia dos aucas avistaram um grupo de 20 a 30 índios se movendo em direção ao acampamento. Através do rádio comunicaram com suas esposas e decidiram ás 16:30 entrarem em contato novamente.

Ao chegarem na praia de seu acampamento, Nate e Jim avisaram aos outros que os aucas estavam vindo. Munidos de armas decidiram não utilizá-las. Pouco tempo depois chegaram os aucas e pouco esses cinco jovens puderam fazer. Foram mortos pelos aucas naquele dia de 8 de Janeiro de 1956. Angustiadas pela demora do contato de seus maridos, suas esposas solicitaram imediatamente ajuda. Helicópteros e forças do exercito equatoriano sobrevoando o rio Curray encontraram os corpos de quatro missionários (não foi encontrado o corpo de Ed McCully). Seus corpos foram encontrados brutalmente perfurados por lanças e machados. O relógio de Nate Saint foi encontrado parado em 15:12 minutos, do que se deduz a hora em que foram mortos.

Deram suas vidas em resgate de muitos. (Mc 10.45)
Deram suas vidas em resgate de muitos. (Mc 10.45)

           As esposas desses missionários, apesar da grande dor que sofreram, decidiram continuar com a missão, e algum tempo depois foram sucedidas na evangelização dos aucas. A tribo foi evangelizada e alguns anos mais tarde, o assassino de Jim Elliot, agora convertido ao Senhor Jesus e líder da igreja na aldeia batizou a filha de Jim e Elizabeth no rio onde seu pai tinha sido morto.

A vida e o testemunho desses cinco missionários martirizados por amor ao evangelho têm inspirado até hoje centenas de jovens a dedicar suas vidas ao Senhor da seara. Jim Elliot procurou servir a Jesus com todas as suas forças e a maior parte de sua vida e de seu ministério é contado por sua esposa Elizabeth em dois livros publicados posteriormente. Sua célebre frase, encontrada em seu diário nos inspira a entregar sem reservas a nossas vidas nas mãos do Mestre: “Aquele que dá o que não pode manter, para ganhar o que não pode perder, não é um tolo”.

Referências:

-Para saber um pouco mais sobre a historia de Jim Elliot, recomendo assistir o filme “ TERRA SELVAGEM” 

terra-selvagem

Neste clip foram usadas cenas do filme – End of the spear – e a trilha sonora fica por conta da música WORLD SO COLD, da banda 12 Stones.