Submissão na obra missionária.

Submissão- O modelo da liderança cristã, Um principio de Deus.

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O Cristão é o mais livre de todos os senhores, e não está sujeito a ninguém;

o cristão é o mais submisso de todos os servos,

E está sujeito a todo mundo.”

Martinho Lutero

Hoje quando se fala de submissão nos vem fatos totalmente errôneos nos quais veremos neste artigo, pensamos em algo ditador, porém submissão é uma palavra que devemos resgatar e acima de tudo exercê-la de forma bíblica e consciente, pois a essência da própria espiritualidade está na relação certa de obediência a Deus. O Senhor age a partir do seu trono que está estabelecido sobre a sua autoridade e autoridades delegadas por Ele. Isto é básico e coloca tudo como Deus quer.sbmissãoFigura1

  • O que seria submissão?

Conforme o dicionário Aurélio: é a Aceitação de um estado de dependência. Nossa definição seria Sub-Missão, sub: significa antes, abaixo e Missão: Obrigação, dever, ou seja, é fazer antes de nossa vontade ou obrigação, a vontade ou necessidade de outro, é fazer da missão de outro nossa própria missão. Submissão a Deus então seria fazer da missão de Deus nossa própria missão.

Submissão não é mera obediência externa, nem tão pouco quando controlado. Submissão é prestar obediência inteligente a uma autoridade delegada. É exteriorizar um espírito submisso, mesmo quando ninguém está por perto. É renunciar a opinião própria quando se opõe à orientação daqueles que exercem autoridade sobre nós.

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Há um conceito muito equivocado com relação ao conceito de submissão. Por exemplo, há aqueles que são capachos, agradadores, dependentes e manipuladores. São pessoas que fazem tudo para os outros, trabalham muito tentando serem aceitos, tentam agradar de todas as formas, são pessoas encaradas como coisas, só valem aquilo que podem oferecer e não têm opinião própria.

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A verdadeira submissão nos liberta de toda escravidão citada acima. Quando entendemos o verdadeiro sentido aprendemos a ser livres para submeter e servir. Há uma frase de George Matherson que diz: “ Faze-me um cativo, Senhor, e livre então serei, obriga-me a entregar a espada, e serei conquistador. Aprisiona-me em teus braços e forte minha mão será.” Só encontraremos a verdadeira liberdade quando estivermos cativos ao Senhor, quando entendermos que no reino de Deus para ganhar tem que perder, para subir tem que descer, para ser o maior tem que ser o menor, tem que servir. Quando entendermos tal mistério, o serviço será espontâneo e amaremos cada oportunidade que nos for proporcionada.

Quando somos livres para nos submetermos ao outro consideramos os planos e os sonhos dos outros importantes e, assim, abrimos mão do nosso próprio direito em favor do outro, e até do direito de retribuição, amamos incondicionalmente, consideramos os outros superiores a nós mesmos (Fl 2:3). Há uma frase muito interessante de Max Lucado que diz o seguinte: “Se eu pensar que você é mais importante que eu… E se você pensar que sou mais importante que você… E Se ele pensar que ela é mais importante do que ele… Então, no final, todos se sentirão importantes, mas ninguém agirá como se fosse importante. Ah! Você não acha que era isso que Deus tinha em mente?”

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Encontramos o maior exemplo de submissão em Jesus, que deixou sua glória e se submeteu à vontade de Deus. Na própria trindade temos que o Pai é igual ao Filho, que é igual ao Espírito Santo. Na essência os três são iguais. Todavia, o Pai, o Filho e o Espírito Santo são diferentes nas funções. Vejamos melhor a submissão na trindade:
O Pai enviou o Filho (Jo 4.34).
O Filho veio (Jo 16.28).
O Filho foi obediente ao Pai (Jo 8.29).
O Filho enviou o Espírito Santo (Jo 15,26;14.26).
O Espírito Santo veio (At 2.16-17).
O Espírito Santo é obediente ao Filho (Jo 16.12-15).

A Trindade é a fonte de toda a verdade. Este princípio divino é encontrado em todas as relações estabelecidas por Deus. Há uma tendência de se pensar que se submeter é ser inferior. Jesus nunca foi inferior ou menor que o Pai pelo simples fato de lhe ser submisso. Pelo contrário, Jesus Cristo tem o nome que está acima de todo nome (Fp 2.9). Temos que entender que entre iguais há uma relação de autoridade e submissão. Isto faz parte da ordem divina. Notemos que Deus é o maior doador que conhecemos, porém de ninguém é escravo, a única vez que nos assemelhamos a Deus é quando ofertamos e servimos.

Quando vamos a um restaurante e somos servidos, às vezes nos vem um engraxate e senta no chão e limpa nosso sapato, podemos pensar que somos superiores porque somos servidos,e não vemos que eles são vencedores, pois venceram a vergonha, o orgulho próprio, a preguiça , as dificuldades financeiras e tantas coisas. Percebi que aquele que serve é maior do que eu, no momento que casei, quando chegava cansado e minha esposa me servia um belo almoço ou jantar e eu me deliciava e pensava que ela era muito melhor do que eu, pois não sei cozinhar, não sei lavar roupa, enfim, se não fosse o amor e a servidão dela, eu passaria necessidades e privações, sem dúvida aquele que se submete é maior, pois ele tem algo a fornecer, ele dá e aparentemente não recebe.

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Deus Delega Autoridades em Todas as Áreas da Vida:

· Civil: Rm 13.1-3.
· Trabalho: Ef 6.5-6; Tt 2.9-10; 1 Tm 6.1-2.
· Família: Ef 5.22-24; 6.1-4.
· Igreja: 1Co 12.28; Hb. 13:7,17

Autoridades Delegadas na Igreja.

A igreja de Cristo é governada por Cristo e não pelo povo. Não existe democracia na igreja, porque a igreja não é do povo, é de Deus. Nem existe monarquia. O que existe é a teocracia: o governo de Deus através de suas autoridades delegadas.

É impossível edificar alguém que não se submete à autoridade. Por vezes vemos na igreja pessoas insubmissas à liderança pastoral ou liderança delegada a departamentos dentro da igreja, é mister entender que toda autoridade dentro e fora da igreja é posta por Deus, e autoridade está com quem Deus deu o cajado! E mesmo que a administração, na nossa ótica, não seja direcionada por Deus, devemos nos submeter até onde não nos levar a pecar contra Deus, pois isso é mandamento de Deus, foi assim com Davi, com Daniel, Paulo e tantos outros. Quando desobedecemos aos nossos líderes, principalmente os líderes espirituais, estamos trazendo maldição sobre nossas vidas, e ficamos descobertos espiritualmente. No campo missionário, onde não há igreja, é somente o missionário e Deus, onde o missionário é médico, juiz, professor, pastor, enfim ele é para toda obra, e por isso acredita que não precisa ser submisso a outro, isso é um erro, pois todos precisamos ser apascentados e sempre estarmos debaixo de uma hierarquia que deve ser respeitada. Não há nada mais frustrante do que apascentar “cabras e bodes”. Um filho espiritual obedece naturalmente, pois tem a mente de Cristo que foi submisso até a morte.

Quem são as Autoridades Delegadas na Igreja?

1. Cristo : Ef 1.20-22.
2. Palavra : Mt 7.24; Jo 15.10; Cl 3.16-17. Ninguém pode dizer que é submisso a Cristo se não obedece à palavra do Senhor.
3. Apóstolos : At 2.42; 20.17; 2Ts 3.4,6,10,12; 2Co 11.34; 16.1; Tt 1.5. Os apóstolos determinavam a doutrina e usavam amplamente a autoridade que Deus lhes havia outorgado. A igreja continua necessitando desse ministério. Continua precisando que os apóstolos ordenem tudo, estabeleçam o reino de Deus com clareza e firmeza.
4. Pastores : Ef 4.11, 1Tm 5.17. Estes, como os apóstolos, profetas e evangelistas, são ministérios específicos de governo e têm a responsabilidade de manterem o ensino, a visão, a doutrina sempre firmemente claros, cuidando para que não percam sua consistência, e fiquem fofos.
5. Paterna : Ef 5.22-24; 6.1-3; 1Co 11.3. O homem é o cabeça, autoridade delegada por Deus no seu lar, isto porque o Senhor assim o constitui para o desenvolvimento harmônico da família. O homem não deve ser “ditador” nem tão pouco um “frouxo”. Ele deve ordenar, governar sua casa dentro dos princípios divinos, com amor. O cabeça deve sempre procurar escutar o ponto de vista de sua esposa. E a mulher deve deixar com o marido a responsabilidade da decisão. A mulher e os filhos precisam da proteção e da autoridade do esposo e pai em todas as áreas de suas vidas. É assim que Deus determinou, mesmo que ele, marido ou pai, seja incrédulo.
6. Lideres: 1Co 16.16; 1Ts 5.12-13; Hb 13.17. Todos devem estar ligados por “juntas” ou “ligamentos”, no corpo de Cristo (1Co 12.12-13). São estes que nos unem ao corpo, nos presidem e nos fazem conhecer as ordens do cabeça, nos ensinam e nos conduzem, guiando-nos no caminho do Senhor , sem necessariamente serem pastores. Isto faz um corpo coeso e firme.
7. Uns Aos Outros: Ef 5.21; 1Pe 5.5. Isto embeleza a casa de Deus. Livra a igreja de uma hierarquia religiosa. Mesmo os mais velhos na fé, devem considerar os neófitos superiores também, pois ninguém nunca é tão vazio que não possa ensinar algo. E assim, todos se comunicam entre si compartilhando a palavra do Senhor, aconselhando ou mesmo corrigindo uns aos outros.

O Problema do Super-Espiritual:

SUPER ESPIRITUAL

Quem é este? É aquele que aparenta espiritualidade, mas esconde uma grande rebelião e que traz muito dano ao corpo de Cristo. O super-espiritual costuma dizer: “Eu só obedeço a Cristo, o Senhor. Não estou sujeito a nenhum homem!” Isto é devaneio. Toda vez que se diz “Deus, quero te obedecer”, o Senhor responde bem claro e preciso: “Ótimo! Então, obedeça ao teu marido, teu pai, teu chefe, teu pastor!” Aí aparece o super-espiritual declarando: “Não, eu só obedeço ao Senhor, a ninguém mais. Só obedeço o que tu me falares pessoalmente!” E, o Pai, responde com toda firmeza: “Mas o meu desejo é que me obedeças através deles”. Regularmente escutamos esta outra resposta: “Você não sabe quem é o meu marido, pai, chefe”. Ou ainda acusa: “Meu marido é um alcoólatra, meu pai é incrédulo, meu pastor não tem visão…”

É inadmissível declarar obediência a Deus que não vemos e não às autoridades por Ele delegadas. Sempre que obedecemos às autoridades delegadas estamos submissos a Deus, estamos agradando ao Pai, pois Ele já nos falou através de Sua santa palavra. Obedecer somente quando se concorda, quando é conveniente, não é espírito de submissão. É rebeldia e independência. Importa que, concordando ou não com a ordem, a obedeçamos de coração. É assim que se age perante Deus.

Enquanto não reconhecemos as autoridades delegadas sobre nós, não chegaremos à maturidade nem ao alvo. Precisamos de guias que nos levem pelas mãos, para que não fiquemos no caminho, sem atingirmos o alvo: “…jazem nas estradas de todos os caminhos, como o antílope na rede” (Is 51.17-20). Os homens esperam que a igreja apareça e os tome pelas mãos, guiando-os, levando-os pelo caminho em que devem andar. Sem submissão jamais chegaremos ao alvo. Nem estaremos sendo cooperadores do Senhor. Se alguém é independente, rebelde, não é membro do corpo, pois sendo membro será sempre dependente, submisso. Como pode um membro subsistir no corpo se não se submeter às ordens da cabeça? Assim também nós não podemos subsistir no corpo de Cristo se não formos sujeitos as autoridades delegadas.

Um Querubin transformou-se em Satanás (adversário) quando não se submeteu ao seu senhorio e tentou usurpar a autoridade de Deus, competir com Deus e assim se tornou a mais horrível de todas criaturas. (Is 14.12-15; Ez 28.13-17). A intenção de Satanás de estabelecer o seu trono acima do trono de Deus foi o que violou a autoridade do Senhor. O princípio de rebelião é passado a todos os homens depois da queda de Adão. Este princípio o Senhor abomina: é como feitiçaria.

Sempre que alguém peca contra a autoridade de Deus, peca diretamente contra o Senhor. Não podemos permitir espaço para rebeldia em nossas vidas. Temos que vivê-las em completa santidade, assim como Jesus, que em nada foi rebelde ao Pai. Ele vivia, como vive, para agradar ao Pai e em tudo lhe ser submisso.

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Os Frutos da Sujeição.

Quando o homem vive no princípio de submissão às autoridades delegadas por Deus, ele desfruta de benefícios desejados por todos os homens, a saber:

1. Paz, ordem e harmonia no corpo de Cristo;
2. Edificação e formação de vidas;
3. Unidade e saúde na igreja;
4. Cobertura e proteção espiritual.

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Precisamos valorizar o outro, considerando-o superior. Se analisarmos os jogos de tênis e de frescobol os dois usam bola e raquete, contudo há muitas diferenças entre eles. No jogo de tênis há adversários, o objetivo é conhecer a fraqueza do outro para atacá-lo, dificultando a bola de forma que faça o outro perder o jogo. Já no frescobol os dois jogadores são parceiros, buscam ajudar-se, quando um erra o outro faz tudo o que pode para não deixar a bola cair e assim os dois vencem.

Precisamos ser como os jogadores de frecobol, precisamos ser parceiros uns dos outros, buscar uma ajuda mútua e um espírito genuíno de companheirismo, considerando o outro importante e capaz, valorizar cada opinião do outro e mesmo quando houver erros devemos fazer o possível para ajudar e jamais deixar a bola cair. Se entendermos o que realmente Deus tem reservado para nós na prática da submissão entenderemos que todos podemos vencer.

 

 

Por Marvyo Darley e Priscila Darley

Marvyo & Priscila - Conferência em IGUATU

Marvyo & Priscila - Conferência em IGUATU

Estudo bíblico realizado na I Conferência de Líderes Sertanejos na cidade de Iguatu dia 18 de julho de 2009.

Igreja Missionária Betsaida – Pr. Jader

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