Zinguinchor, Sentar e chorar, ou levantar-se e proclamar!

Zinguinchor, Sentar e chorar, ou levantar-se e proclamar!

 

Se existe um povo que sabe o que é sofrer, e que sabe o que é ouvir más noticias, talvez seja este. Quem sabe isto justifica o nome de sua capital “Zinguichor” que significa “sentar e chorar”. A região dos antigos conflitos tribais, do homem não civilizado, que viu o branco chegar e escravizar seus jovens. Navios lusófonos levavam seus valentes à escravidão por 462 anos, do porto de Casamansa, que significa rei do rio dos Cassangas. A palavra mansa quer dizer rei ou senhor, Senhores que não se importava diante de mães e parentes que sentavam e choravam por aqueles que partiam nas caravelas numa uma viagem sem volta.

 Depois, os franceses, atraídos pelo florescente comércio de carne humana, chegaram em 1459. No século XVIII, franceses e portugueses combateram entre si na região, houve sangue derramando, ver duas potentes nações brigar pelo que é seu, enquanto que a única coisa a ser feita é sentar e chorar. A partir de 1908, a Casamansa tornou-se colônia francesa, mas não integrada ao Senegal. Porém, a escravidão ainda é permanente, a escravidão espiritual; animista e Islâmica que domina 99% da população.

    Casamance viu a Segunda Guerra Mundial, foi então ai que foi criada a Federação do Mali, que reunia também Senegal e Casamansa. Então em 1947, com a liberação das atividades políticas pelas autoridades coloniais, surgiu o Bloco Democrático Senegalês, comandado por Leopold Senghor, e o Movimento das Forças Democráticas da Casamansa, que levantou a bandeira de uma nova nação significando sua liberdade em relação ao Senegal, e optou pela luta armada. Então, novamente Casamance viu muito sangue ser derramado, viu seus jovens na guerra com suas misérias e sofrimentos atendentes. Viu sua lindas praias e o grande rio Casamance com sua bela paisagem ser novamente atormentado pelo riso da metralha e o estampido dos morteiros, seus hotéis vazios e turistas fugindo de uma zona litoral comprometida. Porém, houve um tempo de trégua da guerra.

    Casamance tem uma particularidade, para chegar à capital do seu país, tem que passar por dentro de outro país, imagine a burocracia. Há duas opções; ou fazer uma grande volta, o que não compensa, ou então o melhor, mais rápido e mais barato seria ir de navio a outra parte do país. Então, no ano de 2002 em uma dessas viagens a capital, veio o terrível desastre do “Le Joola”, uma grande embarcação com o nome da tribo majoritária de Casamance, os Joolas, com mais de 2000 pessoas a bordo, ele afunda no mar de Gâmbia matando 2000 Casamancenses, e poucos sobreviventes, desastre tal, que teve que ser criando um cemitério para colocar tantos corpos, Cemitério de Kárene.

Diante de tal fato, vem uma pergunta: Quem pode ouvir o choro de Zinguinchor? Quem pode ouvir o clamor de Casamance? Pois eles suspiraram por causa da servidão a deuses, e clamam; e o seu clamor subiu a Deus (Êxodo 2:23) –  E Deus pergunta a você:  A quem enviarei, e quem há de ir ? (Isaías 6:8) Eles precisam escutar as boas novas agora antes que o mal venha. (II Reis 7:9) E como pregarão, se não há quem os envie? (Romanos 10:14) –

 A igreja do Ceará tem o ouvido o chamado de Deus, e tem sofrido com choro desse povo, e durante 4 anos  a SEMADEC tem investido na proclamação da palavra do DEUS QUE AMA TODOS OS POVOS no Oeste Africano – Senegal – Casamance – Zinguinhor – Bourofaye. Com uma bandeira começou uma guerra, mas há outra bandeira (Ex. 17.15) Jeová-nissi, ou melhor ainda, “ Jeová-Shalon”,  Ele é o Deus de Paz mesmo dentro de uma guerra declarada, diz o salmista que “ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, Nele confiaria” (Salmos 27:3) Traremos a paz, uma nova esperança e vida, vida abundante (Jo 10.10 rm 15.13).

Você tem escutado o choro de Zinguinchor?   Não é fácil fazer esta obra em um lugar esquecido pelas autoridades, com tantos misticismo e animismo. Você pode fazer esta obra acontecer, ore e invista neste povo que apesar de um passado cruel e um futuro indeciso, devido a tiros de metralhadoras e bombas que ainda se escuta isoladamente, ainda sorrir e acredita que a historia pode mudar. Nós conhecemos Aquele que muda a história do homem, de um povo e de uma nação. Existe um povo que senta e chora, então, levante-se e proclame Esperança e Vida!

 

Ore pela Paz em Zinguinchor e pelos missionários que tem investido suas vidas neste lugar.

Casamance

Por do sol em Casamance

Casamansa – Um grito de liberdade! Quem ouvirá?

                  Sem dúvida a crueldade humana por vezes chega a níveis assustadores, e o pior é por muitas vezes o grito daqueles que sofrem, é sufocado por aqueles que promovem os gritos de dor e desespero. Sem dúvida, você nunca ouviu alguém falar da Casamansa, Zinguinchor, muito pior. Talvez você não saiba nem o que é Casamansa, também, como saber, se até mesmo em Casamance, existe um silêncio de falar sobre o que acontece, e nunca se viu na imprensa escrita ou falada Brasileira o que aconteceu na região de Casamance nos últimos anos. Casamance é província do Senegal, no qual faz fronteira com Guiné-Bissau, na África Ocidental, uma região sofrida, de guerras tribais. Depois foi colonia portuguesa por 462 anos, viu seus filhos sendo levados a escravidão, e sua terra sendo saquada por nobres portugueses. Tiveram que esquecer sua lingua tribal e aprender o português, em que casamance é um nome português que significa “Rei do rio Casama”.

Piroga (barco) no Rio Casamance

  No século XVIII, franceses e portugueses combateram entre si na região. A partir de 1908, a Casamansa tornou-se colônia francesa, no qual já viveu momentos de grande desespero, onde mais de cinco mil pessoas fugiram pelo campo, atemorizadas com as gerrilhas que aconteram por lá envolvendo o exército senegalês, e o exército guineense contra o Movimento das Forças Democráticas da Casamansa (MFDC). Há mais de 27 anos existe uma hostilidade dos separatistas da Casamansa contra o governo de Dacar, mas, devido à fronteira, sempre ocorreram incursões no território guineense, inclusive com a tomada de “tabancas” (aldeias), seqüestros e mortes. A incursão maior ocorreu em 1998, quando as forças separatistas da Casamansa ajudaram o falecido brigadeiro Ansumane Mane a afastar do poder o presidente João Bernardo Nino Vieira. Depois, com Kumba Ialá na presidência, os separatistas passaram a contar com o apoio estratégico da Guiné-Bissau. De volta ao poder em Bissau, depois das eleições presidenciais de junho de 2005, Nino Vieira acertou com o presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, uma operação conjunta para acabar com o foco guerrilheiro. Para tanto, Vieira e Wade contaram com o apoio do comandante César Badiate, que se opõs a Salif Sadio dentro do MFDC e assinou o acordo de paz de 2004.

   Resolver a questão da Casamansa, foi uma promessa de campanha de Wade, eleito em 2000 e não cumprida. Vieira chegou a acusado algumas altas patentes de “conivência” com os rebeldes da Casamansa, enquanto o porta-voz do estado-maior do exército, tenente-coronel Arsênio Balde, desmentia que chefes militares tivessem recebido dinheiro do governo do Senegal para aniquilar a rebelião. A ajuda humanitária internacional chegou resumidadamente a Casamansa e a Guiné-Bissau. Vilas ficaram isoladas desde que os rebeldes colocaram minas na estrada que as ligará a São Domingos. Uma dessas minas chegou a explodir e provocou 12 mortos nos primeiros dias dos confrontos. Muitas minas foram desativadas, porém ainda existem minas perdidas dentro da floresta de Boucolt ou Borofaye.Visitamos um vilarejo de Boucolt, lá vive refugiados de oltras guerra que vieram fugidos e que aqui encontraram outra guerra. Lá, em frente a uma casa, estava placas escritas em ingles “ perigo, mantenha distancia area com minas” refugiados de paises arabes ou linguas tribais, pensei se eles sabiam ao menos o que significava aquela placa em inglês com uma caveira e escrito “Afaste-se! Area de minas! ”. O confito sempre recebeu indiferença por partes dos governos de outros paises. Há mais de 2.500 refugiados, segundo a Cruz Vermelha, e a Anistia Internacional recebeu denúncias de violações dos direitos humanos de civis.

   O confronto entre MFDc e Guiné-Bissau começaram quando guerrilheiros do MFDC lançaram um ataque suicida na cidade de São Domingos e 13 rebeldes morreram. O exército guineense respondeu com artilharia pesada contra a base dos guerrilheiros a cerca de 130 quilômetros de Bissau, capital do país, e a menos de seis da fronteira com o Senegal. Os bombardeios teve como alvo bases do comandante Salif Sadio, líder de uma facção do MFDC, a Frente Sul, que se recusou a assinar um acordo de paz em dezembro de 2004 com o governo de Dacar. Pressionadas pelo exército senegalês, as forças de Sadio deixaram a Casamansa, refugiando-se na Barranca da Mandioca, na Guiné-Bissau. Esse antigo conflito,é resultado de outro que começou em 1982, quando uma manifestação em Zinguinchor, capital da Casamansa, reuniu mais de 100 mil pessoas de várias etnias reclamando a independência da província. Houve repressão e mais de mil mortos. Foi a partir de então que o MFDC ( hoje conhecidos como Rebeldes ) partiu para a luta armada contra o governo de Dacar. Os 32.350 quilômetros quadrados do território da Casamansa contam com vastas reservas de petróleo, o que tem atraído a cobiça de empresas estrangeiras, inclusive uma da Malásia, que adquiriu do governo senegalês os direitos de exploração. Já o resto do Senegal é rico apenas em fosfato e o país sobrevive com a ajuda que o governo francês envia regularmente. Só que a maior parte desses recursos fica em Dacar, segundo a queixa que se ouve na Casamansa. Isso explica em boa parte as razões históricas do conflito. Embora anos de negociações e batalhas, ainda estar longe de ser visto um momento de paz, Recentemente auve um chamado a negociação de paz, porém o que ouve foi uma não negociação por parte do governo e militares e rebeldes mortos, é verdade que ouve um tempo de trégua, onde se pôde fazer bons trabalhos na nossa Base missionaria outrora pertencente aos Ingleses no qual abandonou-la com tota sua rica estrutura pelo motivo da guerra, contam os mesmos que missess e bombas passavam por cima do centro.

        Ainda hoje, por vezes somos acordados com sons de bombas pelas manhas, tanques de guerra fazem a manobra de retorno do portão de nossa base missionária, e somos obrigados a passar por no minimo duas barrancadas de policia e exercito para poder chegar em casa, soldados fortemente amados saiem e entram na base constantemente a procura de agua ou energia eletrica, lembrando sempre a existencia de um conflito, e a gargalhada da metralha que não deixa os moradores ao menos enquecer um periodo terrivel que ainda sem têm medo, e insegurança. Estes acontecimentos justificam o nome Zinguinchor que dizer significar “chegar e chorar” , uma cidade seu atrativos de ruas danificadas e lixos e animais disputando comidas com grandes abutres. Porém de um povo sabe ser receptivo a palavra de Deus, bem diferente da capital Dakar, isso, acredito, devido a herança católica deixada por Portugal e pelo forte evangelismo realizado pelos ingleses na região de Casamance. Um confito que começõu com o levantar de uma bandeira, pode também ser terminado com o levantar de outa bandeira, “Jeová-nissi” ou melhor ainda “ Jeová-Shalon”, Ele é o Deus de Paz mesmo dentro de uma guerra declarada, diz o salmista que “ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, Nele confiaria” (Salmos 27:3) (Salmos 46:9) – Ele faz cessar as guerras até ao fim da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo. Deus Abençõe a todos os leitores e ore por nós, porém saiba que estamos no lugar mais segurro do mundo, debaixo das mãos unipotente do Todo-Poderoso.

 

 

Marvyo Darley & Priscila Darley Missionários em Casamance -Zinguinchor

MARVYO & PRISCILA