Casamance

Por do sol em Casamance

Casamansa – Um grito de liberdade! Quem ouvirá?

                  Sem dúvida a crueldade humana por vezes chega a níveis assustadores, e o pior é por muitas vezes o grito daqueles que sofrem, é sufocado por aqueles que promovem os gritos de dor e desespero. Sem dúvida, você nunca ouviu alguém falar da Casamansa, Zinguinchor, muito pior. Talvez você não saiba nem o que é Casamansa, também, como saber, se até mesmo em Casamance, existe um silêncio de falar sobre o que acontece, e nunca se viu na imprensa escrita ou falada Brasileira o que aconteceu na região de Casamance nos últimos anos. Casamance é província do Senegal, no qual faz fronteira com Guiné-Bissau, na África Ocidental, uma região sofrida, de guerras tribais. Depois foi colonia portuguesa por 462 anos, viu seus filhos sendo levados a escravidão, e sua terra sendo saquada por nobres portugueses. Tiveram que esquecer sua lingua tribal e aprender o português, em que casamance é um nome português que significa “Rei do rio Casama”.

Piroga (barco) no Rio Casamance

  No século XVIII, franceses e portugueses combateram entre si na região. A partir de 1908, a Casamansa tornou-se colônia francesa, no qual já viveu momentos de grande desespero, onde mais de cinco mil pessoas fugiram pelo campo, atemorizadas com as gerrilhas que aconteram por lá envolvendo o exército senegalês, e o exército guineense contra o Movimento das Forças Democráticas da Casamansa (MFDC). Há mais de 27 anos existe uma hostilidade dos separatistas da Casamansa contra o governo de Dacar, mas, devido à fronteira, sempre ocorreram incursões no território guineense, inclusive com a tomada de “tabancas” (aldeias), seqüestros e mortes. A incursão maior ocorreu em 1998, quando as forças separatistas da Casamansa ajudaram o falecido brigadeiro Ansumane Mane a afastar do poder o presidente João Bernardo Nino Vieira. Depois, com Kumba Ialá na presidência, os separatistas passaram a contar com o apoio estratégico da Guiné-Bissau. De volta ao poder em Bissau, depois das eleições presidenciais de junho de 2005, Nino Vieira acertou com o presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, uma operação conjunta para acabar com o foco guerrilheiro. Para tanto, Vieira e Wade contaram com o apoio do comandante César Badiate, que se opõs a Salif Sadio dentro do MFDC e assinou o acordo de paz de 2004.

   Resolver a questão da Casamansa, foi uma promessa de campanha de Wade, eleito em 2000 e não cumprida. Vieira chegou a acusado algumas altas patentes de “conivência” com os rebeldes da Casamansa, enquanto o porta-voz do estado-maior do exército, tenente-coronel Arsênio Balde, desmentia que chefes militares tivessem recebido dinheiro do governo do Senegal para aniquilar a rebelião. A ajuda humanitária internacional chegou resumidadamente a Casamansa e a Guiné-Bissau. Vilas ficaram isoladas desde que os rebeldes colocaram minas na estrada que as ligará a São Domingos. Uma dessas minas chegou a explodir e provocou 12 mortos nos primeiros dias dos confrontos. Muitas minas foram desativadas, porém ainda existem minas perdidas dentro da floresta de Boucolt ou Borofaye.Visitamos um vilarejo de Boucolt, lá vive refugiados de oltras guerra que vieram fugidos e que aqui encontraram outra guerra. Lá, em frente a uma casa, estava placas escritas em ingles “ perigo, mantenha distancia area com minas” refugiados de paises arabes ou linguas tribais, pensei se eles sabiam ao menos o que significava aquela placa em inglês com uma caveira e escrito “Afaste-se! Area de minas! ”. O confito sempre recebeu indiferença por partes dos governos de outros paises. Há mais de 2.500 refugiados, segundo a Cruz Vermelha, e a Anistia Internacional recebeu denúncias de violações dos direitos humanos de civis.

   O confronto entre MFDc e Guiné-Bissau começaram quando guerrilheiros do MFDC lançaram um ataque suicida na cidade de São Domingos e 13 rebeldes morreram. O exército guineense respondeu com artilharia pesada contra a base dos guerrilheiros a cerca de 130 quilômetros de Bissau, capital do país, e a menos de seis da fronteira com o Senegal. Os bombardeios teve como alvo bases do comandante Salif Sadio, líder de uma facção do MFDC, a Frente Sul, que se recusou a assinar um acordo de paz em dezembro de 2004 com o governo de Dacar. Pressionadas pelo exército senegalês, as forças de Sadio deixaram a Casamansa, refugiando-se na Barranca da Mandioca, na Guiné-Bissau. Esse antigo conflito,é resultado de outro que começou em 1982, quando uma manifestação em Zinguinchor, capital da Casamansa, reuniu mais de 100 mil pessoas de várias etnias reclamando a independência da província. Houve repressão e mais de mil mortos. Foi a partir de então que o MFDC ( hoje conhecidos como Rebeldes ) partiu para a luta armada contra o governo de Dacar. Os 32.350 quilômetros quadrados do território da Casamansa contam com vastas reservas de petróleo, o que tem atraído a cobiça de empresas estrangeiras, inclusive uma da Malásia, que adquiriu do governo senegalês os direitos de exploração. Já o resto do Senegal é rico apenas em fosfato e o país sobrevive com a ajuda que o governo francês envia regularmente. Só que a maior parte desses recursos fica em Dacar, segundo a queixa que se ouve na Casamansa. Isso explica em boa parte as razões históricas do conflito. Embora anos de negociações e batalhas, ainda estar longe de ser visto um momento de paz, Recentemente auve um chamado a negociação de paz, porém o que ouve foi uma não negociação por parte do governo e militares e rebeldes mortos, é verdade que ouve um tempo de trégua, onde se pôde fazer bons trabalhos na nossa Base missionaria outrora pertencente aos Ingleses no qual abandonou-la com tota sua rica estrutura pelo motivo da guerra, contam os mesmos que missess e bombas passavam por cima do centro.

        Ainda hoje, por vezes somos acordados com sons de bombas pelas manhas, tanques de guerra fazem a manobra de retorno do portão de nossa base missionária, e somos obrigados a passar por no minimo duas barrancadas de policia e exercito para poder chegar em casa, soldados fortemente amados saiem e entram na base constantemente a procura de agua ou energia eletrica, lembrando sempre a existencia de um conflito, e a gargalhada da metralha que não deixa os moradores ao menos enquecer um periodo terrivel que ainda sem têm medo, e insegurança. Estes acontecimentos justificam o nome Zinguinchor que dizer significar “chegar e chorar” , uma cidade seu atrativos de ruas danificadas e lixos e animais disputando comidas com grandes abutres. Porém de um povo sabe ser receptivo a palavra de Deus, bem diferente da capital Dakar, isso, acredito, devido a herança católica deixada por Portugal e pelo forte evangelismo realizado pelos ingleses na região de Casamance. Um confito que começõu com o levantar de uma bandeira, pode também ser terminado com o levantar de outa bandeira, “Jeová-nissi” ou melhor ainda “ Jeová-Shalon”, Ele é o Deus de Paz mesmo dentro de uma guerra declarada, diz o salmista que “ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, Nele confiaria” (Salmos 27:3) (Salmos 46:9) – Ele faz cessar as guerras até ao fim da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo. Deus Abençõe a todos os leitores e ore por nós, porém saiba que estamos no lugar mais segurro do mundo, debaixo das mãos unipotente do Todo-Poderoso.

 

 

Marvyo Darley & Priscila Darley Missionários em Casamance -Zinguinchor

MARVYO & PRISCILA

Uma resposta

  1. A paz do Senhor. Tenho sempre feito questao de falar de voces nos cultos de missoes da minha congregação e lembrado de voces nas minhas orações e lembrado da contribuição missionária para ajuda-los com orações e ofertas. O mundo e um lugar melhor por causa de voces. Um abraço Marvyo e Prescila.

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