Esperança e vida

Uma geração louvará as tuas obras à outra geração, e anunciarão as tuas proezas.

(Salmos 145:4)

 

              É ao sul do Senegal, entre o povo Diola¹, que está localizada a creche-escola Esperança e Vida. Esta escola é fruto de um projeto (PAMIC) sem fins lucrativos que visa abençoar crianças africanas.

           Estamos atualmente com cinqüenta crianças, entre a faixa etária de três a seis anos, e que são em sua maioria filhos de muçulmanos. Além do acompanhamento pedagógico, temos momentos específicos para as histórias bíblicas e um culto com todas as crianças uma vez por semana.

              Foi durante um dos cultos que Daniel Ntab, seis anos, pediu uma oportunidade para falar. Daniel começou a falar em wolof² que estivera doente, que tinha ido ao hospital, que sua barriga doía muito, que vomitava, e que passou muito tempo sem conseguir comer. Contudo, Jesus tinha lhe curado e era isso que ele gostaria de agradecer.

              Ao terminar de falar, sua mãe, uma de nossas colaboradoras, veio em minha direção enquanto grossas lágrimas rolavam em seu rosto. Ela disse que tinham sido duas semanas realmente difíceis para ela e para Daniel, pois ele não conseguia sequer dormir. Ela relatou que sofreu forte pressão de sua família muçulmana para levá-lo ao marabu³. Contudo, em meio a todo sofrimento a única frase que Daniel dizia era: “Senhor, segura a minha mão!” E a fé dessa criança foi fortalecida em Deus, que o curou.

             Temos ensinado a esses pequenos sobre o nosso Deus que pode todas as coisas, um Deus de amor que jamais nos abandona.

              Gostaríamos de agradecer a você que tem sido parceiro do PAMIC através de suas orações e contribuições. Saiba que o investimento que você tem feito não tem sido em vão. O Espírito Santo de Deus tem trazido o seu carinho até essas crianças tão sedentas de Esperança e Vida.

Priscila e Marvyo Darley

1. Diola: Etnia majoritária em Casamance, sul do Senegal. Vivem basicamente da agricultura.

2. Wolof: Língua falada em todo o Senegal e Gâmbia.

3. Marabu: Do Árabe “murābű” – Guia espiritual muçulmano. Locais se tornam sagrados, associados à presença de um marabu, Os marabus são considerados e cultuados como divindades.

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