Os mal entendidos no trabalho missionário transcultural

Os mal entendidos no trabalho  missionário transcultural

 

 

         E importante considerar que a atitude de empatia com o povo que se esta evangelizando,embora de extrema importância,não vai nos assegurar o sucesso desejado em nossa ação missionária,porque comunicar o evangelho numa outra cultura será sempre um grande desafio,mesmo para o missionário mais experiente e bem preparado.

Uma das facetas dessa problemática se encontra nos famosos mal entendidos que,embora soem como engraçados,podem comprometer a aceitação da mensagem e resultar em grandes desgastes para o missionário.

Diversos missionários e antropólogos cristãos tem narrado alguns desses episódios e são historias que merecem a nossa atenção.

Paul Hiebert nos conta sobre uma família que ingressou no campo missionário e levou consigo o gatinho de estimação.O que eles não sabiam,porem,era que na cultura daquele determinado povo apenas as bruxas possuíam gatos.Ao ver o felino da família que acabara de chegar,o povo temeu,pois havia ali uma crença de que durante a noite,quando os gatos saiam para passear,as bruxas possuíam seus corpos,para roubar a alma dos habitantes da aldeia.

Segundo a crença popular,quando alguém acordava enfraquecido e moribundo era porque durante a noite a sua alma havia sido roubada,e a única solução seria pedir a ajuda dos curandeiros.Caso contrario,o estado de fraqueza iria se agravando ate a morte.

“A coisa piorou quando o missionário se levantou para dizer que eles vieram para unir as almas!Arruinou ainda mais quando a mulher missionária lavou os cabelos no rio,e os aldeões viram a espuma do xampu caindo da cabeça.Tendo em vista que nunca haviam visto sabão,tinham certeza que as bolhas eram as almas que os missionários haviam roubado.”

Acontecimento como esse revelam a seriedade do trabalho entre outras culturas e a necessidade de um bom preparo para os nossos missionários,e também a importância da igreja brasileira promover uma ação missionária madura,assumindo com responsabilidade a sua posição nessa importante tarefa.Pois no que se refere a missões,ainda somos muito astutos na intenção,mas ingênuos na atuação.

Fonte: Revista Defesa da Fé – nº 42 – ano 3 – abril/2004 – Pagina 15

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