Pentecoste e Missões

                                                   O PENTECOSTE E AS MISSÕES

               O Espírito Santo é a pessoa central no capítulo 2 de Atos e Lucas é justamente o autor sinóptico que mais fala sobre Ele utilizando expressões como o “ungido” pelo Espírito, ou “poder” do Espírito ou ainda “dirigido” pelo Espírito (Lc 3:21; 4:1,14,18), demonstrando que na teologia Lucana o Espírito Santo era realmente o ‘Parakletos’ que viria.

                O Pentecoste, dentre todas as festas judaicas, era, segundo Julius, o evento mais freqüentado e acontecia sob clima de reencontros, já que judeus que moravam em terras distantes empreendiam nesta época do ano longas jornadas para ali estar no qüinquagésimo dia após a páscoa.

               Chegamos ao momento de Pentecoste. Fenômenos estranhos aos de fora e incomuns à Igreja aconteceram neste momento e a Palavra os resume falando sobre um som como “vento impetuoso” (no grego ‘echos’, usado para estrondo do mar); “línguas como de fogo” que pousavam sobre cada um, “ficaram cheios do Espírito Santo” e começaram a falar “em outras línguas”. Lucas fecha a descrição do cenário com a expressão no verso 4: “segundo o Espírito lhes concedia”. Outras línguas. O texto no versículo 4 utiliza os termos eterais glossais para afirmar que eles falaram em outras glosse, expressão usada para línguas, idiomas. Mas, a fim de não deixar dúvidas, no versículo 8, o texto nos diz que cada um ouviu na sua “própria língua” usando aqui o termo dialekto que se refere aos dialetos ali presentes. As línguas faladas, e ouvidas, portanto eram línguas humanas e não angelicais, neste texto em particular, no Pentecoste. Mas onde ocorreu o milagre? Naquele que falou ou no ouvido dos que ouviram? É possível que tenha sido nos ouvidos dos que ouviram pois a mensagem, pregada, foi compreendida idia dialektos- no próprio dialeto de cada um. O certo, porém, é que Deus atuou sobrenaturalmente a fim de que a mensagem do Cristo vivo fosse compreendida, clara e nitidamente, por todos os ouvintes. Em meio a este momento atordoante (vento, fogo, som, línguas) o improvável acontece. Aquilo que seria apenas uma festa espiritual interna para 120 pessoas chega até as ruas. O caráter missiológico do evangelho é exposto.

               O Senhor com certeza já queria demonstrar desde os primeiros minutos da chegada definitiva do Espírito sobre a igreja que este poder- dinamis de Deus- não havia sido derramada apenas para um culto cristão restrito, a alegria íntima dos salvos ou confirmação da fé dos mártires.

          O plano de Deus incluía o mundo de perto e de longe em todas as gerações vindouras e nada melhor do que aquele momento do Pentecoste quando 14 nações, ali presente e, no meio desta balbúrdia manifestação de Deus, cada uma- miraculosamente- passou a ouvir o Evangelho em sua própria língua. Era o Espírito Santo mostrando já na sua chegada para o que viria: conduzir a Igreja a fazer Cristo conhecido na terra. Em um só momento Deus fez cumprir não apenas o “recebereis poder”, mas também o sereis “minhas testemunhas”.

             A Igreja revestida nasceu com uma missão: testemunhar de Jesus. Daí muitos se convertem e a Igreja passa de 120 crentes para 3.000, e depois 5.000. Não sabemos o resultado daqueles representantes de 14 povos voltando para suas terras com o Evangelho vivo e claro, em sua própria língua, mas podemos imaginar o quanto o Evangelho se espalhou pelo mundo a partir deste episódio. Certamente o primeiro grande movimento de impacto transcultural da Igreja revestida. No verso 37 lemos que, após o sermão de Pedro, em que anuncia Cristo, “ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração” e o termo usado aqui para compungir vem de katanusso, usado para uma “forte ferroada” ou ainda “uma dor profunda que faz a alma chorar”. A Palavra afirma que “naquele dia foram acrescentadas quase três mil almas”.

             O Espírito Santo usando o cenário do Pentecoste para alcançar homens de perto e de longe. Podemos retirar daqui algumas conclusões bem claras. Uma delas é que a presença do Espírito Santo leva a mensagem para as ruas, para fora do salão e alcança aqueles pelos quais o sangue de Cristo foi derramado. Desta forma é questionável a maturidade espiritual de qualquer comunidade cristã que se contente tão somente em contemplar a presença do Senhor.

                A presença do Espírito Santo, de forma genuína, incomoda a Igreja a sair de seus templos e bancos. A Não se contentar tão somente com uma experiência cúltica aos domingos. A procurar, com testemunho Santo e uso da Palavra de Deus, fazer Cristo conhecido aos que estão ao seu redor.

               Havia naquele lugar, ouvindo a Palavra de Deus através de uma Igreja revestida de Poder pelo Espírito Santo, homens de várias nações distantes, judaizantes, além de judeus de perto, que moravam do outro lado da rua. De terras distantes, o texto, Atos 2:9 a 11 registra que havia “nós, partos, medos e elamitas; os que habitamos a Mesopotâmia, a Judéia e a Capadócia, o Ponto e a Ásia, a Frígia e a Panfília, o Egito e as partes da Líbia próximas a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes, ouvímo-los em nossas línguas, falar das grandezas de Deus”.

              Uma Igreja revestida do Espírito deve abrir seus olhos também para os que estão distantes, além barreiras, além fronteiras, nos lugares improváveis, onde Cristo gostaria que fôssemos.

Rev.Ronaldo Lindório

Fonte: O Espírito Santo e as Missões, O pentecoste em Atos 2 como manifestação construtora do Espírito na Formação do caráter da Igreja. – Revista Visão Missionária Fev/Abr 2008,pg19

Uma resposta

  1. Introdução

    A inveja tem sido motivo de muita preocupação, e inspirado cuidado entre qualquer grupo social, religioso, e organização governamental e não governamental; e entre qualquer agrumeração humana. Porque quando ela se manifesta, objetiva enlaçar ou unir, harmonizar, ligar, e combinar por meio de sentimentos; prender, qualquer grupo para atingir sua meta de trazer muitos estragos, prejuizos, atrasos e muitas perdas. E marcas irreparáveis pelo resto da vida, em quem for preso por ela, e alvo das ações e dos sentimentos do invejoso, que deixou-se levar por ela. Ela sempre foi interpretada como algo assombroso, tenebroso, e temível por todo mundo.

    Resumo

    Cap. 1. O laço “inveja” e sua definição, e nascimento.

    Cap. 2. As ações capciosas do invejoso

    Cap. 3. As reações da inveja na vida do invejoso

    Cap. 4. O invejoso só mira o que não é seu

    Cap. 5. O invejoso cai em muitas complicações e situações constrangedoras

    Cap. 6. Os resultados desastrosos e prejuízos da inveja na vida humana

    Cap. 7 A prevenção, a cura e a solução do problema da inveja e os sentimentos do invejoso.

    Cap. 8 A inveja faz parte da lista dos supostos pecados capitais criados pela igreja católica romana

    Cap. 9 Meios e superstições usados para afastar a inveja e se proteger dos invejosos

    Tema: A inveja e suas manifestações, suas ações, reações e resultados no invejoso

    O que é a inveja? E como podemos defini-la? De acordo com o sentimento de quem tem medo e pavor deste mal? Que se alastra na vida humana sem precedente? Será olho mal? Olho gordo? Olhar que atrasa? Ou olhar que assusta? Olhar que mata plantas? Olhar que mata cobras? Olhar que bota quebrante? Olhar que transmita espíritos de enfermidades ou setas malignas? Para muitas pessoas a inveja pode se tornar um olhar capaz de transmitir feiticismo, e espíritos malignos que acompanhe a pessoa que foi o alvo do olhar do invejoso. Só que a inveja não é nada disso que imaginamos. A inveja é uma manifestação sentimental de pesar, gerado pelo desgosto pelo bem estar, ou pela felicidade de outra pessoa. Junto ao desejo violento de possui os bems alheios, e ter esta felicidade do outro pra se (Gn 4:5-6). O olhar do invejoso não faz nada de mau. Mais suas ações estas sim, é que são perigosas; e trazem muitos resultados constrangedores. É com o olhar que o invejoso escolhe suas vitimas (alvos) de seus sentimentos, para fazer valer suas ações destruidoras. É deste olhar maldoso de escolha, que o perigo nos rodeia, em sermos escolhido pelo capcioso olhar do invejoso. E ai! Daquele! De quem, for escolhido como alvo pelo invejoso, porque grande será o sofrimento que esta pessoa irá passar nas garras do invejoso.

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