O Clamor dos povos- Poesia

O Clamor dos povos

Na selva amazônica,

No interior nordestino,

Nas fronteiras brasileiras.

Em países vizinhos.

 

Não ouves tu um clamor?

São povos perdidos na escuridão,

Sem esperança, sem alegria.

Errantes, sem direção.

 

Do verdadeiro Criador ainda não ouviram,

Não conhecem a Verdade que liberta,

O Pão que sacia a fome,

A água Viva que jamais acaba,

Aquele que um dia foi homem,

O Amor que vidas transforma.

 

Agora olha para ti mesmo!

Tens a Palavra que liberta,

A Luz que sempre te ilumina,

 

A Rocha que te mantém seguro,

Tua vida, em Cristo, está completa.

Nos lábios, tens um novo cântico.

 

Tudo isso tu tens

Porque alguém por ti se importou

E ouviu teu clamor.

Olha então para os povos!

Seus corpos e rostos pintados.

Alma triste, sem cor.

Marcados pelo sofrimento,

Não  sabem por onde vão

Podes então ouvir o clamor?

 

Permanece com os ouvidos atentos,

Mas estende tuas mãos, sem reserva.

Prepara teus pés,

Olha para a frente.

 

Podes ver quem aguarda por ti?

Ele jamais te abandonará.

Sejam montanhas, planícies ou desertos.

Por todos os caminhos já passou.

Permanece fiel e amoroso.

É um Pai Supremo e Amigo.

Podes ainda deixar de ouvir o clamor dos povos?

 

 

 

Por Dulcinéia S. Lima,

Missionária de base da missão novas tribos do Brasil

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