Se me amas, apascenta os meus cordeirinhos

 “… se me amas, apascenta os meus cordeirinhos.”

(João 21.15)

 

Por : Ev. Marvyo Darley¹

 

Temos uma grande responsabilidade quanto à evangelização desta nova geração, pois a mídia tem sido uma forte aliada para destruir a infância.

Hoje temos a impressão de que nossas crianças são precoces, de que a inocência está acabando mais cedo. Na verdade, elas estão tendo acesso a muitas informações precocemente, contudo ainda não estão cognitivamente preparadas para isto.

Alguns afirmam que a criança é um “papel em branco”, que serão aquilo que juntos escreveremos, o psicólogo americano John B. Watson disse: “Dê-me uma dúzia de crianças sadias, bem formadas e, liberdade para educa-las e garantirei que posso escolher qualquer uma delas aleatoriamente e educa-la para que seja o tipo de especialista que eu queira escolher, independentemente de seus talentos, condicionamento, tendências, habilidades, vocações e raças de seus progenitores”. Assim, devemos colocar a verdade pura nos corações dos pequeninos.

A palavra de Deus é abundante em exortar-nos quanto à educação bíblica, lendo alguns versículos de Provérbios, por exemplo, na versão da Linguagem de Hoje vemos em Pv. 4.1; 2; 4: “Quando eu era menino o meu pai me ensinava, dizendo: Filho, lembre-se sempre das minhas palavras e nunca se esqueça delas … O que eu ensino é bom. Faça o que eu digo e você viverá. Lembre-se sempre daquilo que aprendeu. A sua educação é a sua vida; guarde-a bem“. E em Pv 22.6: ‘‘Eduque a criança no caminho em que ela deve andar e até o fim da vida não se desviará dele”.

Charles Spurgeon que tinha um ministério muito grande  com as crianças, dizia que  “Uma verdade colocada no coração de uma criança irá frutificar no presente e no futuro. Aquela criança que ouve a voz gentil de seu professor pode virar um Lutero e ajudar o mundo com sua proclamação veemente da verdade. Que nenhum homem despreze as crianças ou pense que são insignificantes. Eu reivindico o lugar da frente para elas. Elas são o futuro do mundo. O passado já se foi e não podemos alterá-lo. Até mesmo o presente já se foi à medida que o vivemos.”

Depois de três anos de pesquisas sobre a violência da mídia no cotidiano infantil, concluído em 2004, pude perceber que nas escolas consideradas mais violentas em Fortaleza, os alunos das turmas “especiais” acompanhadas por psicopedagogos eram crianças que conviviam com a violência de perto tanto na mídia em programas que expõem a violência cotidiana, quando na vida real, então elas apenas reproduziam aquilo que viam ou viviam e assim tornavam-se agressivas.

Hoje, depois de três anos educando crianças muçulmanas e vendo as mesmas orando em nome de Jesus, louvando hinos espirituais e falando das verdades bíblicas aos seus pais, posso ver a diferença estre aquelas que encontrei no meu projeto de pesquisa, e percebo que tudo depende do que estão recebendo para reproduzir. Os reformadores Lutero, Calvino e Knox ressaltavam a responsabilidade para com as crianças. Lutero, por exemplo, disse: “Se o Reino de Deus vem com poder, precisamos começar com as crianças, e devemos ensiná-las desde o berço”. Em outra ocasião ele disse: “Fico profundamente comovido quando vejo que meninos e meninas podem orar, crer e falar com Deus e Cristo mais do que nunca antes”, e ainda hoje nos países atendidos pelo PAMIC* estamos vendo milagres entre os pequeninos do Senhor.

Devemos não somente olhar a nossa volta a degradação da infância, mas acima de tudo fazer algo, o Senhor nos ordena a levantar as mãos em favor da vida de nossos filhos (Lamentações 2.19). Que possamos ser desafiados diariamente pelo Senhor para termos uma nova e límpida visão com relação ao investimento do Reino na vida das crianças. Sejamos gratos e revitalizados pela rica oportunidade de estarmos propagando o Reino de Deus entre os povos e vendo milagres acontecerem além-mar através da palavra viva e eficaz do Criador.

Que o senhor nos abençoe a levantar uma geração temente ao Senhor.

¹ Ev. Marvyo Darley Albuquerque Alves:  É Missionário no Oeste Africano através do Projeto PAMIC na educação de crianças, o mesmo é Mestre em Missiologia , Pedagogo e apresentou o estudo monográfico sobre violência infantil em 2004

*Pamic- Projeto de adoção missionária de Crianças, projeto ligado a Semadec que é órgão oficial da CONADEC.

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Como os cristãos gastam seu dinheiro

COMO OS CRISTÃOS GASTAM SEU DINHEIRO? AS PESQUISAS MOSTRAM QUE:

1. Gastam-se mais com chicletes do que com Missões.

2. Gastam-se mais com refrigerantes e balas do que com Missões.

3. Gastam-se mais com produtos de beleza do que com Missões.

4. Gastam-se mais com comidas supérfluas do que com Missões.

5. Gastam-se mais com animais de estimação do que com Missões.

6. Gastam-se mais com roupas de etiquetas do que com Missões. Será que já paramos pra pensar/analisar qual a importância de nossas contribuições para Missões? Será que você, querido irmão, tem consciência do valor que sua ajuda tem para a obra de Deus?

Um aparelho eletrodoméstico que um cristão compra a vista costuma ter um custo maior do que a oferta dada para Missões durante cinco anos por esse mesmo cristão. Os cristãos estão dando para Missões menos do que o valor equivalente a uma coca-cola diária. Como podemos dizer que amamos a obra missionária, se Missões é o nosso menor investimento? Mesmo que o baixo investimento na obra missionária seja uma verdade incontestável, vale dizer que a oferta missionária deve ser dada com amor, e não por obrigação.

Muitas vezes, queridos, não temos a possibilidade de ir até o campo missionário. Contudo, as nossas ofertas bem como nossas orações podem chegar até lá. Todos nós concordamos que Deus tem uma obra a realizar no mundo através da igreja e que Ele estabeleceu um plano para o sustento desse trabalho. Quem aceita a autoridade bíblica, participa efetivamente desse plano.

A palavra de Deus, além de fornecer a doutrina do sustento, nos fornece também modelos de sustento da sua obra. Se a obra de Deus é feita na base da cooperação, como disse Paulo – “Nós somos cooperadores de Deus” (I Co 3.9) – isto implica que deve haver a colaboração de todos. Os missionários são devedores: “Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes” (Rm 1.14.) O missionário é devedor ao povo que o enviou como ao povo ao qual é enviado. Porém, como reivindica o apóstolo Paulo em I Co cap.9, que passa a ser um porta voz de todos os missionários. O versículo 4 do capítulo 9 de Coríntios diz: “Não temos nós direito de comer e beber” Quantos missionários em nossos dias, amados irmãos, não tem gozado desse direito! Que tenhamos em mente que ajudar com as nossas ofertas os obreiros do Senhor é fazer o bem. O fruto da nossa fidelidade será o engrandecimento do reino de Deus e o cumprimento da promessa do Senhor em derramar abundantes bênçãos sobre os que assim cooperam com a causa de Cristo através de suas igrejas ao redor do mundo.

“Deus quer a evangelização do mundo, mas se você se recusa a sustentar as missões, você se opõe à vontade de Deus.”

Oswald Smith